sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Me acorde quando Setembro acabar...


Aí vem a chuva, novamente, e eu não deixo minha mente descansar quando lembro das coisas que tenho vivido. Eu vi no caminho para o trabalho quantas flores já estão nos galhos secos. A estação de Setembro está renascendo.

Como todas as belezas desse mundo eu aguardo sempre por uma primavera iluminada e colorida, onde há tantas poesias naturais que não precisam ser escritas e nem ditas. Está no ar, no cheiro e em cada passo.

Eu percebi o quanto meu coração se endureceu nesses últimos dias, talvez eu tenha me surpreendido pouco com os mistérios dessa vida e, então, meu coração tem doído com o frio lá de fora. Eu ainda me sinto completamente no inverno.

Depois que escrevi uma história de amor e tentei eternizar sentimentos, tive a plena certeza de que ninguém poderia “destruir” a minha delicada sensibilidade. Porém a vida vai, aos poucos, nos mostrando, pelo caminho, o quanto somos fracos e fortes. Fracos para perceber que tudo muda e fortes para fazer tudo mudar, mesmo.

Tenho preferido minha frieza a minha sensibilidade. Em alguns dias ensolarados a gente percebe o quanto se está cansada de ser doce e se ferir sozinha com espadas afiadas. É tão fácil encarar um verão radiante do que um inverno solitário ou um ano perfeito do que um Setembro imperfeito. Mas, no fundo, a gente entende que as coisas são feitas como devem ser: Com sorrisos sinceros ou mentiras que doem.

No final você percebe que aquilo era parte da sua história. Julgando as perfeições das quatro estações ou a chuva de todos os dias. Entre sorrisos, abraços, beijos e tantas promessas. Entre palavras ditas sem pensar, preocupações, o choro e todo o amor implorado. Nada disso vai substituir o setembro frio, mesmo que a chuva passe ou que a sensibilidade volte a florir com a primavera. A única coisa que peço aos céus e a cada pedacinho de riso que ainda restam nos lábios de quem ama ou amou um dia, entendam o meu pedido mesmo sem lágrimas nos olhos: Me acorde quando setembro acabar... Só quando setembro acabar.

Aline Brito

2 comentários:

Pedro Vitor disse...

Doutora linda, sempre quando leio os seus escritos fico sensibilizado. Você é um "vidro limpo". Que Deus continue te abençoando pra você escrever muito mais. Bj.

Pedro Vitor

Unknown disse...

Obrigada, Pedro. Grande abraço!