quinta-feira, 11 de julho de 2013



Há mil razões para que eu te ame. Eu não sei se é seu jeito de olhar, sua voz rouca, seu jeito sério e encantador. Talvez até quem sabe o teu modo de andar, mexendo com todo o teu corpo e também com o meu - eu não sei... Ou que seja sua maneira de cuidar de mim, o toque das suas mãos e as palavras que me diz com aquele sorriso que só pertence à você.

Talvez eu te ame porque isso não passa, apesar de tudo o que evitamos dizer. Te amo porque há silêncio e existe saudade e um pouco de dor e isso não parece em nada com a perfeição.

Eu simplesmente sei que há razões para te amar, mas só não consigo enumerar elas. Talvez tenha a ver com o  teu cheiro, ou com a magia que é quando estamos juntos. Eu não sei...

Mas toda vez que eu te vejo é como se eu fosse fumaça que sobe aos céus - eu dou graças - pois é infinito o bem que você traz de simplesmente existir, sorrir e me amar.

Eu sei e sinto que se precisasse explicar por que te amo conseguiria rapidamente formular uma tese, mas mesmo existindo mil razões para te amar não se precisa dessas razões, pois eu simplesmente te amo e isso me parece ser tudo!





















Aline B

quinta-feira, 12 de julho de 2012



Sentir falta, ao contrário do que dizem por aí, é diferente de sentir saudade. 

Ah, sentir saudade... Sentir saudade é grandioso. Dor enorme que rasga por dentro nos dias seguidos, horas intermináveis num tempo infinito.

Sentir falta não... Sentir falta é pontual!
Sentir falta é dor fina, dor de beliscão com a unha, dor de anestesia de dentista. Sentir falta é mais específico. Sente-se falta do carinho quando sentia sono, das implicâncias, sente-se falta do jeito engraçado como cantava as músicas, errando tudo. Sentir falta é mais egoísta e quase que material. Sentir falta do jeito calmo dele, da bagunça dele e da sua teimosia. Do jeito engraçado e da maneira de rir. Sentir falta é pequeno, mas não menos doloroso... Não mesmo.

A dor da saudade é grande. É infecção generalizada. É uma gripe daquelas. A saudade não te deixa respirar e não te permite trabalhar, te faz faltar o ar. É dor das grandes que te derruba de tal forma que, de repente, por mais que esteja sol, faz um frio de rachar na sua casa e você pode jurar que nunca - nunca - sairá de novo de dentro do seu edredom, porque suas forças acabaram ali, naquele instante, e não há mais nenhum fiapo de vontade sequer para colocar um tênis. Isso é saudade. 

Saudade não é sempre de uma coisa específica. Pode até ser, mas normalmente saudade é plural. Saudade é dos dois. Saudade é de você mesma com os olhos brilhando quando o via. 

Saudade do frio na barriga, saudade do começo, saudade daquela viagem pequena, mas que significou tanto. Saudade da maneira como ele dormia, saudade daquela vez que passou o dia todo ao lado dele, saudade do filme assustador que ele te abraçava, mas não tão assustador assim. Da expectativa de sair juntos, da ansiedade, da enorme felicidade e graça que só vocês conheceram.

Saudade de coisas efêmeras, saudades de fumaça que não se pega, não se toca e, talvez, nem tenha acontecido de fato. 

Por isso, saudade pode ser inventada - falta não. Saudade é contínua, falta é curta. Saudade é pó, falta é pedra. Saudade é soco no estômago, falta é puxão de cabelo. 

Falta é daquilo que não está ali, mas que deveria estar. É a dor dos dias intocados, da luz apagada, do sofá só seu. A falta está na rotina, nas pequenas coisas concretas do dia a dia. Ela é pontual, mas pode aparecer todos os dias e em todos os momentos dele. 

Todos os dias você sentirá a dor fina da picada de uma abelha quando notar, por exemplo, que a sua noite de domingo será só, ou que aquele dia chuvoso depois da faculdade te molhará sem ele por perto. Lá está a dor da falta vindo de repente, tal qual um ladrão que te furta a bolsa. Ela vem e, como uma unha encravada, não te impede de trabalhar, de viver e até de sorrir, mas avisa que está lá, latejando dentro do sapato bonito.

Você pode até ser curado da saudade, mas, talvez, um dia, quando alguém tocar um violão você vai sentir uma falta enorme dele, e de todas as soluções simples que ele tinha para problemas tão complexos como esse. E talvez se lembre, também, do problema simples que o separaram e ele achou tão complexo.

Talvez uma se cure antes da outra, talvez nenhuma das duas tenha cura. Ambas, no entanto, te trazem a sensação da angústia. Ambas acontecem apenas quando o objeto da saudade ou da falta parece estar ali, na beirada da sua vida. Ambas te fazem esticar o braço com força, com toda a sua força, o máximo que pode para alcançar aquilo que já não está mais ali, que é sombra, é lembrança e por isso dói.

Talvez essas duas dores só sumam de fato quando ele sair da beirada. Quando o desenho do rosto dele não for mais tão nítido na sua memória, quando o som rouco da voz dele não for mais tão claro em teus ouvidos. A saudade e a falta, de formas diferentes, com dores distintas, clamam por aquilo que mais se teme e mais se quer. Saudade é falta, mas sem ser sinônimo e, talvez, sem ser e sem ter solução.

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quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sabe o que é a saudade?




Primeiro eu acho que as pessoas se casam por que o espaço entre elas fica tão pequeno que não dá pra administrar duas vidas separadas. Se casam por que é a única forma de compartilhar muito amor, sendo um. É o jeito de matar a SAUDADE que os dias (talvez, aparentemente, normais) dão conta de fazer doer. Mesmo estando há alguns metros de distância e se vendo todo final de semana, mesmo morando na mesma cidade e falando "oi" ao telefone toda noite ou mesmo conversando via internet toda tarde.

Não se sente só saudade por conta de uma viagem e nem por uma distância de cinco dias. Também não foi saudade aquele dia que ele se esqueceu de ligar, ou ela nem lembrou por conta de tanta coisa no trabalho? Se lembra sim, no meio da rotina e com um sorriso sincero que aquela pessoa, mesmo um pouco longe, faz parte da sua vida. Então é quando a saudade deixa de apertar? Eu acho que não.



A gente sente saudade a partir do momento em que acorda e não tem aquela pessoa ao lado pra dar um abraço de "bom dia". Sente saudade quando caminhando alguns metros, antes de chegar em casa após o trabalho, te faz lembrar o belo sorriso. Ou sente saudade no momento em que, depois do encontro, é hora de ir pra casa. Saudade não é distância. Saudade é os olhos querendo ver depressa e a todo momento. Acho que é por isso que as pessoas se casam.

Aline Brito









terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Um amor, meu amor


Sim, eu encontrei um amor...
Desses que faz a gente flutuar, abrigar milhares de borboletas no estômago e viver sobre as nuvens.
Um amor cheiroso, amor sincero como esses que a gente só encontra depois de percorrer mil milhas.

Amor que dá uma bela visão aos olhos, força para os dias, cores nas palavras.
Tranquilo, sereno, sonhador... Um verdadeiro abrigo do ser.
Como uma pedra preciosa, um dia de frio e chuva. Como as coisas mais fantásticas da vida o amor é o abraço das coisas mais simples e ternas.

Nem sempre nos damos conta quando o encontramos, mas vale sempre ter atenção, pois a beleza desse sentimento precisa ser vivido, percebido e cuidado.

A mágica de amar alguém e ser amado está acima de todas as coisas que esse mundo pode oferecer.
Deus, nosso Pai e o próprio AMOR é quem nos inspira a viver esse tão lindo sentimento. E quando Ele nos guia não há erros em viver o belo. Por isso que a cada manhã eu sei que Ele escreve nas linhas brilhantes da minha vida um presente que me dá motivos para sorrir e ser feliz... O amor.



Aline Brito

domingo, 27 de novembro de 2011

Pedacinhos Mágicos



Eu queria que você me emprestasse um pouquinho dessa coisa sua. Você possui cheiro doce, cheiro de coisa boa, um cheiro bom, cheiro seu. De onde vem isso tudo? Explica-me porque eu realmente preciso respirar o mesmo ar que você. Parece que você se vestiu de coisas boas, costurou a própria pele, resistível às desavenças que eu não consigo lidar. Os seus pedaços de alegria e inteligência me faz querer andar com você, pois você deixa rastros por onde passa e eu tento segui-los da maneira como posso, torta do jeito que sou, talvez insistente.

Eu queria entender porque todo esse tempo me faz sentir que vale a pena. Você é feito de tecido fino, uma vida de surpresas e mistérios. Com um olhar e um sorriso que me tira da solidão e me faz ser carente, todos os dias, até estar com você de novo. O melhor livro de aventura, romance, drama e sem finais.

Eu só precisaria ser composta por um dos seus pedacinhos mágicos. Faria os melhores truques pra te ver chegar mais perto de mim, porque eu sei, sem encantos, onde pode ser o melhor lugar do mundo. Depois de alcançar várias nuvens, você vai entender, pra sempre, que cabe no meu abraço... No ritmo da vida, sem tropeçar nos infortúnios.

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Aline Brito




sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Me acorde quando Setembro acabar...


Aí vem a chuva, novamente, e eu não deixo minha mente descansar quando lembro das coisas que tenho vivido. Eu vi no caminho para o trabalho quantas flores já estão nos galhos secos. A estação de Setembro está renascendo.

Como todas as belezas desse mundo eu aguardo sempre por uma primavera iluminada e colorida, onde há tantas poesias naturais que não precisam ser escritas e nem ditas. Está no ar, no cheiro e em cada passo.

Eu percebi o quanto meu coração se endureceu nesses últimos dias, talvez eu tenha me surpreendido pouco com os mistérios dessa vida e, então, meu coração tem doído com o frio lá de fora. Eu ainda me sinto completamente no inverno.

Depois que escrevi uma história de amor e tentei eternizar sentimentos, tive a plena certeza de que ninguém poderia “destruir” a minha delicada sensibilidade. Porém a vida vai, aos poucos, nos mostrando, pelo caminho, o quanto somos fracos e fortes. Fracos para perceber que tudo muda e fortes para fazer tudo mudar, mesmo.

Tenho preferido minha frieza a minha sensibilidade. Em alguns dias ensolarados a gente percebe o quanto se está cansada de ser doce e se ferir sozinha com espadas afiadas. É tão fácil encarar um verão radiante do que um inverno solitário ou um ano perfeito do que um Setembro imperfeito. Mas, no fundo, a gente entende que as coisas são feitas como devem ser: Com sorrisos sinceros ou mentiras que doem.

No final você percebe que aquilo era parte da sua história. Julgando as perfeições das quatro estações ou a chuva de todos os dias. Entre sorrisos, abraços, beijos e tantas promessas. Entre palavras ditas sem pensar, preocupações, o choro e todo o amor implorado. Nada disso vai substituir o setembro frio, mesmo que a chuva passe ou que a sensibilidade volte a florir com a primavera. A única coisa que peço aos céus e a cada pedacinho de riso que ainda restam nos lábios de quem ama ou amou um dia, entendam o meu pedido mesmo sem lágrimas nos olhos: Me acorde quando setembro acabar... Só quando setembro acabar.

Aline Brito

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Oração de amor

Desejo que a sua vida inteira seja abençoada, cada pequenino trecho dela, em toda a sua extensão. Que cada bênção abrace também as pessoas que ama e seja tão vasta que leve abraço a outros tantos seres, sobretudo àqueles que mais sofrem, seja lá por que sofrem. Desejo que os nós que apertam o seu coração sejam gentilmente desatados e que os sentimentos que os formaram se transformem na abertura capaz de criar belos laços de afeto. Desejo que o seu melhor sorriso, esse aí tão lindo, aconteça incontáveis vezes pelo caminho. Que cada um deles crie mais espaço em você. Que cada um deles cure um pouco mais o que ainda lhe dói - ou nos dói. Que cada um deles cante uma luz que, mesmo que ninguém perceba, amacie um bocadinho as durezas do mundo.


Desejo que volte para o seu mar quantas vezes forem necessárias até encontrar o seu tesouro. Que quando encontrá-lo, não seja avarento. Que descubra maneiras para compartilhar a sua felicidade, o jeito mais gostoso para se expandir a riqueza. Desejo que quando os ventos da mudança ventarem mais forte, e sentir medo de ser carregado junto com tudo o que parecerem arrastar, você já conheça o lugar onde nada pode arrastá-lo. Que já saiba maneiras de respirar mais macio, quando as circunstâncias lhe encurtarem o fôlego. Que, com o passar do tempo, a sua alma se torne cada vez mais maleável, mas que seja firme o bastante para nunca desistir de você.

Desejo que tudo o que mais lhe importa floresça. Que cada florescimento seja tão risonho e amoroso que atraia os pássaros com o seu canto, as borboletas com as suas cores, o toque do sol com seu calor mais terno, e a chuva que derrama de nuvens infladas de paz. Desejo que, mais vezes, além de molhar só os pés, você possa entrar na praia da poesia da vida com o coração inteiro e brincar com a ideia que cada onda diz.


Desejo que não tenha tanta pressa que esqueça de colher estrelas com os olhos, nas noites em que o céu vira jardim, e levar para plantar no seu coração as mudas daquelas mais luzentes. Que tenha sabedoria para encontrar descanso e alimento nas coisas mais simples da vida. Que a cada manhã a sua coragem acorde bem juntinho de você, sorria pra você, e o convide para viverem uma história toda nova, apesar do cenário aparentemente costumeiro. Que tenha saúde no corpo, saúde na alma, saúde à beça.

Desejo que encontre maneiras para ser feliz no intervalo entre o instante em que cada dia acorda e o instante em que ele se deita pra dormir, porque a verdade é que a gente não sabe se tem outro dia. Que quanto mais passar a sua alma a limpo, mais descubra, mais desnude, mais partilhe, com medo cada vez menor, a beleza que desde sempre você é. Que se sinta livre e louco o bastante pra deixar a sua essência florir.


Não importa quanto tempo passe, não importa onde eu esteja, não importa onde esteja você, abra os olhos pra dentro e ouça: o meu coração estará dizendo esta mesma oração de amor para o seu. Amor incondicional, exatamente como neste instante. Não importa o quanto a gente mude, o quanto a distância aparente nos afastar, isto que sinto por você, eu sei, não muda nunca mais.


(Digníssima Ana Jácomo)

(Leitores queridos: Queria deixar claro, através dessa postagem, que não publiquei o nome do autor do texto anteriormente por não saber a autoria.  Todos os textos que são meus eu assino, isso fica evidente que eu, realmente, não conhecia o autor do texto, mas agradeço a todos os comentários, inclusive os anônimos. Grata!