segunda-feira, 25 de julho de 2011

Extrema Sensibilidade


Se tem uma coisa que eu não aprendi ou que a vida ainda fez o favor de não me ensinar é a INDIFERENÇA.

Indiferença às pessoas, às coisas simples, aos fatos e até aos próprios sentimentos.

Sou uma parte completa da sensibilidade, por mais que ela arranhe, às vezes, a minha alma, sou inteira sentindo-a. Deve-se a isso a minha incapacidade de ser indiferente: Amar menos, sorrir pela metade, chorar no limite, me alegrar só um pouco ou sofrer em certa medida.
Eu aprendi a ser serena, mas boba com o cotidiano. Ser metade séria e inteira sorriso. Priorizar as pessoas, mas não me deixar em segundo plano. Ser intensa e medrosa, com defeitos em ser impulsiva, vou aprendendo a deixar isso.


Comigo, quando as coisas acontecem são inteiras e sem proporção.
Eu prefiro ter o corpo que come o vento, ter os olhos que bebem luz, ter o silêncio como um grito interno de libertação, do que deixar o verso preso, as palavras pela metade, o choro insatisfeito ou o sorriso forçado. Ainda: a alegria sem gritos, a dança sem ritmo ou a música sem melodia. Por mais que a vida machuque um pouco, prefiro, ainda, essa minha extrema sensibilidade.

Aline Brito

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Verdades!


Você pode ir embora e nunca mais ser a mesma. Você pode voltar e nada ser como antes. Você pode até ficar, pra que nada mude, mas aí é você que não vai se conformar com isso.
Você pode sofrer por perder alguém e ficar dias pensando em como ter tudo de volta. Chorar, rir, se lamentar e agradecer.


Você pode até lembrar com carinho ou orgulho de alguns momentos importante na sua vida: A formatura, casamento, aprovação no ve
stibular ou a festa mais linda que já tenha ido. Mas o que vai te fazer falta mesmo, o que vai doer bem lá no fundo, é a saudade dos momentos simples: Da sua mãe te chamando pra acordar, dos desenhos animados com a sua irmã e das horas que ficaram 'discutindo a vida', do caminho pra casa com os amigos e a diversão natural. Do cheiro que você sentia naquele abraço, da hora certinha em que ele sempre aparecia pra te ver ou da contagem das horas que você fazia para vê-lo e como ele te olhava com aquele rosto meigo, aquele jeito único.

De qualquer forma, seja do que lembrar ou sentir falta, não esqueça das seguintes verdades: Não faça nada que não te deixe em paz consigo mesma; Cuidado com o que anda desabafando; Conte até três (tá certo, se precisar, conte mais); Antes só do que muito acompanhado; Ouça a voz de Deus, em tudo e para tudo; Esteja certa que você erra, mas aprenda com os erros; Esperar não significa inércia, muito menos desinteresse; Esquecer não significa falta de amor, tudo o que é verdadeiro fica guardado.
Renunciar não quer dizer que não ame; abrir mão não quer dizer que não queira. O tempo ensina, mas não cura.

segunda-feira, 4 de julho de 2011

Uma gota de chuva, prazer!




Não quero ser grande, forte, inatingível. Não quero ser perfeita, a mais inteligente, mais linda ou a que faz tudo correto. Quero ser, por hora, de um tamanho que eu ainda me reconheça, que ainda saiba me encontrar no passado ou um dia no futuro. Quero ser humana, quero ser carne e osso, quero sentir, quero tocar, quero poder ser isso que sou na medida qualquer do tempo, estar sempre pronta a me recompor das tempestades. Quando o mar revoltado estiver, quero entender as suas ondas. Eu quero saber me dar bem com isso. E nas minhas sensibilidades, fragilidades e fraquezas não quero precisar derrotá-las, elas me mantêm em pé e me fazem enfrentar a dor.


 Eu quero saber desistir quando for preciso, voltar quando sentir vontade. Ser livre, independente e ter uma vontade enorme de ser feliz.
Tive a experiência que a noite fria machuca mais um coração em pedaços, pois nessas noites estrelas não existem. Não há ninguém na rua, nem sorrisos, nem vozes, nem o cheiro. A única certeza é que aquele frio vai te cobrir mais com a sensação de solidão e nada te fará melhor.

 Preciso muito mais de dias ensolarados, noites quentes, flores, coisas das estações. Não precisar explicar meus sentimentos, a falta que ele faz ou a saudade que me sufoca. Ser, simplesmente, eu mesma, com as lágrimas ou sorrisos que Deus colocar em meus lábios. 
Acho que não devo estar tão errada. Há tanta água no oceano que se deixa evaporar pelo único prazer de voltar a ser uma gota de chuva.

Aline Brito