Se tem uma coisa que eu não aprendi ou que a vida ainda fez o favor de não me ensinar é a INDIFERENÇA.
Indiferença às pessoas, às coisas simples, aos fatos e até aos próprios sentimentos.
Sou uma parte completa da sensibilidade, por mais que ela arranhe, às vezes, a minha alma, sou inteira sentindo-a. Deve-se a isso a minha incapacidade de ser indiferente: Amar menos, sorrir pela metade, chorar no limite, me alegrar só um pouco ou sofrer em certa medida.
Eu aprendi a ser serena, mas boba com o cotidiano. Ser metade séria e inteira sorriso. Priorizar as pessoas, mas não me deixar em segundo plano. Ser intensa e medrosa, com defeitos em ser impulsiva, vou aprendendo a deixar isso.
Comigo, quando as coisas acontecem são inteiras e sem proporção.
Eu prefiro ter o corpo que come o vento, ter os olhos que bebem luz, ter o silêncio como um grito interno de libertação, do que deixar o verso preso, as palavras pela metade, o choro insatisfeito ou o sorriso forçado. Ainda: a alegria sem gritos, a dança sem ritmo ou a música sem melodia. Por mais que a vida machuque um pouco, prefiro, ainda, essa minha extrema sensibilidade.
Aline Brito

