segunda-feira, 4 de julho de 2011

Uma gota de chuva, prazer!




Não quero ser grande, forte, inatingível. Não quero ser perfeita, a mais inteligente, mais linda ou a que faz tudo correto. Quero ser, por hora, de um tamanho que eu ainda me reconheça, que ainda saiba me encontrar no passado ou um dia no futuro. Quero ser humana, quero ser carne e osso, quero sentir, quero tocar, quero poder ser isso que sou na medida qualquer do tempo, estar sempre pronta a me recompor das tempestades. Quando o mar revoltado estiver, quero entender as suas ondas. Eu quero saber me dar bem com isso. E nas minhas sensibilidades, fragilidades e fraquezas não quero precisar derrotá-las, elas me mantêm em pé e me fazem enfrentar a dor.


 Eu quero saber desistir quando for preciso, voltar quando sentir vontade. Ser livre, independente e ter uma vontade enorme de ser feliz.
Tive a experiência que a noite fria machuca mais um coração em pedaços, pois nessas noites estrelas não existem. Não há ninguém na rua, nem sorrisos, nem vozes, nem o cheiro. A única certeza é que aquele frio vai te cobrir mais com a sensação de solidão e nada te fará melhor.

 Preciso muito mais de dias ensolarados, noites quentes, flores, coisas das estações. Não precisar explicar meus sentimentos, a falta que ele faz ou a saudade que me sufoca. Ser, simplesmente, eu mesma, com as lágrimas ou sorrisos que Deus colocar em meus lábios. 
Acho que não devo estar tão errada. Há tanta água no oceano que se deixa evaporar pelo único prazer de voltar a ser uma gota de chuva.

Aline Brito

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