segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Sim, eu preciso de um doce novembro.


Chamo de um doce novembro a espera renovação dos meus dias.
Meu doce mês em que as flores ainda florescem com a primavera.
Suas folhas que sopram, exalam... Denunciam a beleza.

Não estou escrevendo um poema. Só descrevendo o meu novembro.
Preciso que ele seja doce, que me faça sorrir, porque só tenho mais um mês para decidir o “cronograma” do meu desejado ano de 2011.  O fim de um ano, 2010, já está chegando. Amadureci uns 10 anos (Isso é fato). Exigi de mim muito mais amor, paciência e responsabilidades.
Resolvi viver o que realmente sinto. Me enxergar, me entender.
Não preciso dizer se foi bom ou ruim. O que posso ter certeza é que tudo o que vivi me fez chegar até aqui.

Nesse novembro serei forte. Meio doce e meio amarga. Em alguns dias acho que serei fraca. E boba. Vou precisar de um lugar onde enfiar a cara para esconder as lágrimas. Aí pensarei que não sou tão forte assim e começarei a olhar para mim. Sou forte sim, mas também choro. Sou gente, sou humana, sou assim. Quero que as coisas aconteçam já, logo, de uma vez. Talvez que demorem um pouco. Paciência.

Quero que meus erros não me impeçam de continuar olhando para frente. E quero continuar errando, pois jamais serei perfeita (ainda bem!). Que meus sentimentos não me impeça de tentar, de mudar, de viver.

Nesse meu doce novembro, tampouco quero ser comum e normal. Quero ser simplesmente eu. Quero rir, sorrir e chorar. Sentir friozinho na barriga, nó no peito, tremedeira nas pernas. Sentir que as coisas funcionam e que tenho que trocar de jeito quando insisto em algo que não dá resultado. Quero aprender e, ainda assim, continuar criança. Ficar no sol e sentir o vento gelado no nariz. Quero sentir cheiro de grama cortada e café passado (mas sem tomá-lo, não tenho gosto por café).

No meu esperado novembro quero sentir cheiro de chuva, de flor, cheiro de vida. Aprecio as coisas simples e quero continuar ‘descomplicando’ o que parece complicado. Se der pra resolver, vamos lá! Se não dá, deixa pra lá. Alguma coisa irá acontecer... Muito mais paciência, pois Deus faz tudo perfeito!

A vida não é tão complicada e nem difícil, tudo depende de como a gente encara e se impõe. Quero ser eu, com minha cara azeda e absurdamente açucarada. Não quero saber tudo e nem ser racional. Quero continuar mantendo o meu cérebro no lugar onde ele se encontra: meu coração. E essa é a melhor parte de mim.

Sim, eu preciso desse doce novembro.


Aline Brito









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